A pessoa viaja pro Brasil com a filhota de 5 meses, com a mala cheinha de encomendas e a caixola cheia de planos: encontrar um monte de gente por lá, fazer muita coisa e uma delas era escrever no blog e ler os blogs dazamigas todos os dias. Mas nada sai como o esperado. Ou falta tempo e quando até daria tempo falta internet.
Agora volto depois de quase um mês sem postar pra dizer que Liana, maridex e eu estamos todos bem, já aqui na fria Gringolândia. Liana já tem um dente nascido e outro apontando. Ela já senta sem apoio e rola mais do que bola durante um jogo da Alemanha. Liana mal chegou no Brasil e foi a seu primeiro casamento - desta vez ela foi super convidada, tivemos até uma sala especial durante a festa para amamentar. Ela fez amizade com o novo cachorrinho da família, andou a cavalo e encontrou um monte de gente que fala português.
No Brasil eu tive um super-hiper-mega-resfriado que me deixou muito baqueada. Cheguei a ficar com as duas narinas entupidas. Ao contrário do que meu pai previu a Liana ficou lá firme e forte o tempo todo, apesar de ficar grudada com a mãe adoentada.
Os voos de volta foram tranquilos, e voltamos só eu e Liana, já que o maridex teve que voltar antes por conta do seu trabalho. O meu maior receio era quanto a usar o banheiro no avião, mas tiramos de letra. Eu usei várias vezes com a Liana pendurada no canguru - tanto acordada quanto dormindo.
Mas eis que depois de chegar em Boston ela teve febre alta, chorava muito e 7 horas depois de aterrizarmos aqui fomos pra uma consulta de emergência com o pediatra de plantão e foi constatado que ela estava com infecção de ouvido. Tirando isso ela está grande, linda, com 6 meses e 6 dias, e ainda mamando só no peito.
Ela já está muito bem, e tem que tomar antibiótico até este sábado. Essa parte é bem difícil. Damos a ela com uma seringa e ela simplesmente detesta o remédio! No primeiro dia de remédio eu até pensei em misturá-lo com o meu leite e dar na mamadeira pra ela. Até funcionaria, eu acho, mas o que aconteceu é que Liana não sabe o que fazer com a mamadeira. Ela mastiga o bico da dita cuja mas sem compreender que o bico serve pra mamar. Eu não quero dar mamadeira pra ela, mas numa hora de aperto é bom que ela saiba mamar longe dos meus peitos. Assim que ela parar com o antibiótico irei ministrar umas aulas pra ela sobre sugar o alimento direto de uma mamadeira. Tomara que dê certo!
Agora vou dar uma olhada no que está acontecendo nos blogs que acompanho. Saudades deste espaço aqui!
3 de dezembro de 2014
4 de novembro de 2014
Como foi a primeira viagem continental da Liana
Chegamos no Brasil. A Liana está suando tipo tampa de panela neste calor todo, mas está bem feliz com a sua família brasileira. Aqui ela conheceu as suas duas priminhas, a Alice de 2 anos e a Amanda de 1 mês. Estamos as duas muito bem, mas já morrendo de saudades do papai maridex! Ele embarcou hoje de volta pra Gringolândia e nós iremos no fim de novembro. Iremos voltar sozinhas e prefiro nem pensar nisso, para não ficar aflita antes da hora.
Eu também evitei de pensar muito sobre a viagem de vinda pra cá. Apenas planejei o que levaríamos como bagagem de mão e fomos. No fim foi até fácil. Viajar com uma bebéia foi até legal e rendeu alguns privilégios que um passageiro normal nunca teria.
Pra começar, ao passar pela segurança do aeroporto de Boston eu me esqueci que eu tinha líquido na bolsa: uma garrafa com água e outra com suco de laranja. Na Gringolândia mesmo para voos domésticos é proibido entrar na área de embarque com líquidos na bagagem de mão. Eu ia beber tudo antes de passar pela segurança, mas com toda a correria de entrar logo eu me esqueci. Assim que a minha bolsa passou pelo raio-x, o segurança a pegou para verificar, já que havia garrafas com líquido. Eu quando vi pedi desculpas e disse que a bolsa era minha. Eu havia acabado de passar pela revista eletrônica com a Liana no colo.
O segurança então abriu um compartimento da minha bolsa, e lá tinha lenços umedecidos, absorvente para seios, calcinha e soutian. Sei que ela está acostumado a abrir várias bolsas todos os dias por isso eu não me importei, logo disse a ele que era o outro compartimento. Ele tirou as duas garrafas e eu pensei que ele fosse jogá-las fora. Por isso pedi educadamente que eu pudesse beber o suco antes. Ele sorriu pra mim e me perguntou se os líquidos eram para a bebê. Eu entendi que ele estava me ajudando, mas eu não queria mentir. Então eu disse que indiretamente era sim, já que eu estou amamentando e tudo o que eu ingiro vai para a Liana. Ele riu e disse que pra ele aquilo era sim, e boa viagem!
Uau! Nunca pensei que um americano fosse dar um "jeitinho" de forma tão simpática assim!
Para embarcar também foi ótimo. Fomos os primeiros a embarcar no primeiro voo. Assim que entramos com a Liana eu fui com ela para o fundo do avião e a acalentei até ela dormir. Decolamos com ela dormindo. O voo durou 3 horas e ela dormiu metade do tempo no meu colo. Assim que ela acordou mamou no peito e depois ficou bem feliz brincando conosco. Eu tinha receio de ela ter dor de ouvido na hora de decolar e pousar, mas isso não aconteceu.
O segundo voo foi noturno e durou cerca de 8 horas. Antes de embarcar trocamos a fralda da Liana e isso foi muito bom, porque depois vi que dentro do avião não tinha trocador. Por isso só troquei a sua fralda depois que chegamos no Aeroporto de Brasília.
A Liana dormiu bem durante boa parte do voo, maior parte do tempo no meu colo, e um pouco no colo do maridex. Estávamos numa fileira de 3 poltronas e ao nosso lado viajava um senhor americano bem legal, que é casado com uma brasileira e fala português fluente. Ele tem filhos e netos, por isso entendia que bebês choram e mamam. E foi assim durante todo o voo: ela dormia, acordava, chorava, mamava e as vezes eu passeava com ela pelo corredor do avião.
No final a Liana chegou muito bem aqui e seus pais estavam só a capinha do Batman, de tanto cansaço.
Ao chegar em terras brasileiras nós aproveitamos que aqui temos prioridade e fomos na fila preferencial para passar pela Polícia Federal e para sair do desembarque. E como tínhamos uma bebéia o pessoal da Receita Federal mal checou nossas bagagens, o que agilizou a nossa saída. Com toda essa facilidade o maridex me disse que devemos produzir outro baby em breve para sempre termos prioridade pra viajar assim!
Eu também evitei de pensar muito sobre a viagem de vinda pra cá. Apenas planejei o que levaríamos como bagagem de mão e fomos. No fim foi até fácil. Viajar com uma bebéia foi até legal e rendeu alguns privilégios que um passageiro normal nunca teria.
Pra começar, ao passar pela segurança do aeroporto de Boston eu me esqueci que eu tinha líquido na bolsa: uma garrafa com água e outra com suco de laranja. Na Gringolândia mesmo para voos domésticos é proibido entrar na área de embarque com líquidos na bagagem de mão. Eu ia beber tudo antes de passar pela segurança, mas com toda a correria de entrar logo eu me esqueci. Assim que a minha bolsa passou pelo raio-x, o segurança a pegou para verificar, já que havia garrafas com líquido. Eu quando vi pedi desculpas e disse que a bolsa era minha. Eu havia acabado de passar pela revista eletrônica com a Liana no colo.
O segurança então abriu um compartimento da minha bolsa, e lá tinha lenços umedecidos, absorvente para seios, calcinha e soutian. Sei que ela está acostumado a abrir várias bolsas todos os dias por isso eu não me importei, logo disse a ele que era o outro compartimento. Ele tirou as duas garrafas e eu pensei que ele fosse jogá-las fora. Por isso pedi educadamente que eu pudesse beber o suco antes. Ele sorriu pra mim e me perguntou se os líquidos eram para a bebê. Eu entendi que ele estava me ajudando, mas eu não queria mentir. Então eu disse que indiretamente era sim, já que eu estou amamentando e tudo o que eu ingiro vai para a Liana. Ele riu e disse que pra ele aquilo era sim, e boa viagem!
Uau! Nunca pensei que um americano fosse dar um "jeitinho" de forma tão simpática assim!
Para embarcar também foi ótimo. Fomos os primeiros a embarcar no primeiro voo. Assim que entramos com a Liana eu fui com ela para o fundo do avião e a acalentei até ela dormir. Decolamos com ela dormindo. O voo durou 3 horas e ela dormiu metade do tempo no meu colo. Assim que ela acordou mamou no peito e depois ficou bem feliz brincando conosco. Eu tinha receio de ela ter dor de ouvido na hora de decolar e pousar, mas isso não aconteceu.
O segundo voo foi noturno e durou cerca de 8 horas. Antes de embarcar trocamos a fralda da Liana e isso foi muito bom, porque depois vi que dentro do avião não tinha trocador. Por isso só troquei a sua fralda depois que chegamos no Aeroporto de Brasília.
A Liana dormiu bem durante boa parte do voo, maior parte do tempo no meu colo, e um pouco no colo do maridex. Estávamos numa fileira de 3 poltronas e ao nosso lado viajava um senhor americano bem legal, que é casado com uma brasileira e fala português fluente. Ele tem filhos e netos, por isso entendia que bebês choram e mamam. E foi assim durante todo o voo: ela dormia, acordava, chorava, mamava e as vezes eu passeava com ela pelo corredor do avião.
No final a Liana chegou muito bem aqui e seus pais estavam só a capinha do Batman, de tanto cansaço.
Ao chegar em terras brasileiras nós aproveitamos que aqui temos prioridade e fomos na fila preferencial para passar pela Polícia Federal e para sair do desembarque. E como tínhamos uma bebéia o pessoal da Receita Federal mal checou nossas bagagens, o que agilizou a nossa saída. Com toda essa facilidade o maridex me disse que devemos produzir outro baby em breve para sempre termos prioridade pra viajar assim!
| Liana feliz, no dia que chegou no Brasil |
21 de outubro de 2014
Quem tem medo do inverno?
EU!!!
Sim, eu tenho muito medo do inverno. É bonitinho ver toda aquela neve, fazer bonecos brancos e fofos, tomar chocolate quente e se empacotar toda pra sair de casa. Mas isso é legal por uma semana. Aguentar tudo por mais de 3 meses é dureza! Chega a ser depressivo no final. Ninguém aguentando mais tanto frio, todo mundo louco pra poder usar shorts. Mas agora é outono. Desde que me mudei pra Gringolândia, quando chega esta época do ano eu fico encantada com a beleza desta estação. As folhas em tons laranjas caindo e cobrindo o chão, aquele friozinho gostoso, as casas enfeitadas com abóboras e um cheiro no ar que é delicioso. Mas ao mesmo tempo vem na minha cabeça aquela frase do The Game of Thrones: " The winter is comming!"
Acontece que sempre que chega dezembro o meu medo some quando o inverno chega de verdade. E no lugar do medo eu tenho uma força que me faz suportar todo o frio e sobreviver. Ajuda muito o fato de sempre eu passar uma boa parte do inverno no meu querido Brasil varonil, mais especificamente na Região Centro-Oeste, onde é semprequente pra caramba verão.
Mas este ano é diferente, meu medo está ainda maior! É porque agora eu tenho a Liana, e estou pensando que será difícil pra passear com ela, empacotá-la, protegê-la do frio e colocar as peitolas pra fora pra amamentar. Espero que o maridex tenha razão: ele sempre diz que ela é gringa, irá aguentar o frio muito melhor que a mãe dela. Como o inverno passado foi extermamente frio e longo, parece que o verão este ano mal veio e já acabou sem eu ter curtido o suficiente o seu calor. Também, com uma recém nascida em casa não deu pra ir pra praia e nem pra fazer muita coisa.
Agora aqui já começou a esfriar, tá um tempinho bem gostoso. Viajamos pro Brasil esta semana e voltamos só no fim de novembro, quando provavelmente não será um friozinho gostoso, e sim tempo gelado pra valer. Ai, que medo!!!
Mas vou pensar agora só nos nossos últimos dias de outono lindo aqui, no mês inteiro de muito calor no Brasil e o inverno... Bem, deixa ele pra depois!
Encerro com fotos que provam a beleza do outono. É claro que a modelo ajuda, né?! Com vocês, a Liana curtindo num parque aqui pertinho de casa.
Sim, eu tenho muito medo do inverno. É bonitinho ver toda aquela neve, fazer bonecos brancos e fofos, tomar chocolate quente e se empacotar toda pra sair de casa. Mas isso é legal por uma semana. Aguentar tudo por mais de 3 meses é dureza! Chega a ser depressivo no final. Ninguém aguentando mais tanto frio, todo mundo louco pra poder usar shorts. Mas agora é outono. Desde que me mudei pra Gringolândia, quando chega esta época do ano eu fico encantada com a beleza desta estação. As folhas em tons laranjas caindo e cobrindo o chão, aquele friozinho gostoso, as casas enfeitadas com abóboras e um cheiro no ar que é delicioso. Mas ao mesmo tempo vem na minha cabeça aquela frase do The Game of Thrones: " The winter is comming!"
Acontece que sempre que chega dezembro o meu medo some quando o inverno chega de verdade. E no lugar do medo eu tenho uma força que me faz suportar todo o frio e sobreviver. Ajuda muito o fato de sempre eu passar uma boa parte do inverno no meu querido Brasil varonil, mais especificamente na Região Centro-Oeste, onde é sempre
Mas este ano é diferente, meu medo está ainda maior! É porque agora eu tenho a Liana, e estou pensando que será difícil pra passear com ela, empacotá-la, protegê-la do frio e colocar as peitolas pra fora pra amamentar. Espero que o maridex tenha razão: ele sempre diz que ela é gringa, irá aguentar o frio muito melhor que a mãe dela. Como o inverno passado foi extermamente frio e longo, parece que o verão este ano mal veio e já acabou sem eu ter curtido o suficiente o seu calor. Também, com uma recém nascida em casa não deu pra ir pra praia e nem pra fazer muita coisa.
Agora aqui já começou a esfriar, tá um tempinho bem gostoso. Viajamos pro Brasil esta semana e voltamos só no fim de novembro, quando provavelmente não será um friozinho gostoso, e sim tempo gelado pra valer. Ai, que medo!!!
Mas vou pensar agora só nos nossos últimos dias de outono lindo aqui, no mês inteiro de muito calor no Brasil e o inverno... Bem, deixa ele pra depois!
Encerro com fotos que provam a beleza do outono. É claro que a modelo ajuda, né?! Com vocês, a Liana curtindo num parque aqui pertinho de casa.
14 de outubro de 2014
Amamentação - parte 3: Alergia
Eu sinto que já faz algumas décadas que eu não posto no blog. Na verdade não faz tanto tempo assim, mas há muitos dias eu quero contar aqui sobre alergia da Liana.
Eu poste aqui sobre o problema que a Liana estava tendo. Lá contei que de início eu tinha certeza que só poderia ser alergia a alguma coisa que eu comia, mas depois descobrimos que poderia ser hiperlactação. Fiquei algumas semanas fazendo de tudo para resolver o problema da hiperlactação e cortei leite e derivados da minha dieta. O que aconteceu foi que o meu leite diminuiu consideravelmente - agora não fico mais com os peitos vazando com tanta frequência, e meus peitos não ficam super cheios e doloridos. Mas a Liana ainda continuava com problemas: fezes na cor verde escura, com presença de sangue, ela tinha muita cólica e sempre brigava com meu peito, tipo numa relação de amor e ódio ao mesmo tempo. Até que em uma semana ela piorou muito, ficou muito agitada e chorava sempre quando eu ia amamentar, mesmo quando eu sabia que ela estava com fome. Eu pensei no que eu tinha comido durante aqueles dias. Nada tinha leite. Mas lembrei do bolo de laranja delicioso que fiz e comi bastante. Devia ser isso!
Fomos novamente na pediatra e contei a ela sobre o bolo. Então resolvemos continuar a minha dieta sem leite, e cortar também todo o glúten. Cortar leite e derivados já era um pouco difícil, mas agora também cortar o glúten, pra mim parecia impossível! Mas na realidade foi mais fácil do que pensei. Comendo em casa é fácil. Em casa eu faço sempre biscoito de polvilho com coco ralado, e aprendi a fazer bolo com arroz. O último que fiz ficou fofinho e gostoso. O mais difícil é quando vamos a restaurantes. Então passamos a comer menos fora de casa e quando fazemos, vamos a restaurantes que são bons com alergia alimentar.
Com essa alergia estamos indo na pediatra da Liana a cada duas semanas. Sempre quando vamos ela nos dá uns envelopinhos que são exames de fezes para verificar a presença de sangue. Iremos voltar na pediatra quinta feira desta semana e tenho aqui 4 envelopinhos. Então no domingo passado já usei o primeiro exame. E usarei um exame para cada dia antes do dia da consulta. Quando a Liana faz cocô eu abro o envelope e coloco um pouco das fezes em dois quadrados e fecho o envelope. Do lado de fora eu escrevo a data. Quando chegamos na medica, ela abre cada envelope e aplica um reagente. Dependendo da cor sabemos se há ou não presença de sangue nas fezes. É muito prático e fácil de usar.
Eu tenho muita esperança de que quinta feira quando a pediatra colocar o reagente em todos os exames não haverá sangue. Ela já está muito melhor, e isso é visível. E se for assim eu poderei voltar a consumir leite e derivados aos poucos. E vou observar a reação da Liana. Se ela ficar bem, a alergia é só a glúten.
Daqui a menos de 2 semanas estamos indo pro Brasil e lá sei que será mais difícil manter a minha dieta. Aqui na gringolândia eu compro pão e vários outros produtos que são glúten free, e no Brasil isso não é tão fácil de achar. Acho que porque na Gringolândia há muitas pessoas com alergia, principalmente celíacas.
Com esse problema da Liana estou lendo bastante sobre alergia em bebês e descobri que alergia ao leite materno é comum, mas não é regra de forma alguma. O que é recomendado é que a mãe coma normalmente, só evite mesmo cafeína na sua dieta, para não atrapalhar o sono do bebê. E, claro, bebidas alcoólicas também devem ser evitadas. Se o bebê apresentar alergia é importante descobrir que alimento está causando o problema. Os mais comuns são leite, glúten, milho, nozes e soja. Mas também pode ser outra coisa, como carne vermelha ou frutos do mar. E o que causa a alergia no caso do leite por exemplo, não é a lactose, como muita gente diz, e sim a proteína do leite. Então se a alergia no bebê tiver sendo causada pelo leite que a mãe consome, não adianta ela tomar leite sem lactose, porque mesmo sem lactose o leite ainda tem proteína. E depois que a criança começar a comer sólidos ela não necessariamente será alérgica a algum alimento. No caso da Liana, por exemplo, ela é alérgica a algum componente do meu leite quando eu como glúten, mas isso não significa que ela será alérgica ao glúten quando ela começar a comer sólidos.
Isso acontece muitas vezes porque antes dos 6 meses de idade o sistema digestivo do bebê ainda é muito imaturo, e muitas vezes depois de um tempo essa alergia pode acabar. Mas quando começamos a dar comida pro bebê devemos ter muito cuidado e alguns alimentos que são muito alergênicos, como nozes e glúten, não devem ser oferecidos no início. Muitas pessoas que tem alergia a glúten quando adultos provavelmente tem esse problema por terem começado a comer esse alimento muito cedo. O glúten está presente no trigo. Tudo que tem farinha de trigo tem glúten.
Espero em breve passar aqui para dar mais notícias. E tomara que sejam boas!
Eu poste aqui sobre o problema que a Liana estava tendo. Lá contei que de início eu tinha certeza que só poderia ser alergia a alguma coisa que eu comia, mas depois descobrimos que poderia ser hiperlactação. Fiquei algumas semanas fazendo de tudo para resolver o problema da hiperlactação e cortei leite e derivados da minha dieta. O que aconteceu foi que o meu leite diminuiu consideravelmente - agora não fico mais com os peitos vazando com tanta frequência, e meus peitos não ficam super cheios e doloridos. Mas a Liana ainda continuava com problemas: fezes na cor verde escura, com presença de sangue, ela tinha muita cólica e sempre brigava com meu peito, tipo numa relação de amor e ódio ao mesmo tempo. Até que em uma semana ela piorou muito, ficou muito agitada e chorava sempre quando eu ia amamentar, mesmo quando eu sabia que ela estava com fome. Eu pensei no que eu tinha comido durante aqueles dias. Nada tinha leite. Mas lembrei do bolo de laranja delicioso que fiz e comi bastante. Devia ser isso!
Fomos novamente na pediatra e contei a ela sobre o bolo. Então resolvemos continuar a minha dieta sem leite, e cortar também todo o glúten. Cortar leite e derivados já era um pouco difícil, mas agora também cortar o glúten, pra mim parecia impossível! Mas na realidade foi mais fácil do que pensei. Comendo em casa é fácil. Em casa eu faço sempre biscoito de polvilho com coco ralado, e aprendi a fazer bolo com arroz. O último que fiz ficou fofinho e gostoso. O mais difícil é quando vamos a restaurantes. Então passamos a comer menos fora de casa e quando fazemos, vamos a restaurantes que são bons com alergia alimentar.
Com essa alergia estamos indo na pediatra da Liana a cada duas semanas. Sempre quando vamos ela nos dá uns envelopinhos que são exames de fezes para verificar a presença de sangue. Iremos voltar na pediatra quinta feira desta semana e tenho aqui 4 envelopinhos. Então no domingo passado já usei o primeiro exame. E usarei um exame para cada dia antes do dia da consulta. Quando a Liana faz cocô eu abro o envelope e coloco um pouco das fezes em dois quadrados e fecho o envelope. Do lado de fora eu escrevo a data. Quando chegamos na medica, ela abre cada envelope e aplica um reagente. Dependendo da cor sabemos se há ou não presença de sangue nas fezes. É muito prático e fácil de usar.
Eu tenho muita esperança de que quinta feira quando a pediatra colocar o reagente em todos os exames não haverá sangue. Ela já está muito melhor, e isso é visível. E se for assim eu poderei voltar a consumir leite e derivados aos poucos. E vou observar a reação da Liana. Se ela ficar bem, a alergia é só a glúten.
Daqui a menos de 2 semanas estamos indo pro Brasil e lá sei que será mais difícil manter a minha dieta. Aqui na gringolândia eu compro pão e vários outros produtos que são glúten free, e no Brasil isso não é tão fácil de achar. Acho que porque na Gringolândia há muitas pessoas com alergia, principalmente celíacas.
Com esse problema da Liana estou lendo bastante sobre alergia em bebês e descobri que alergia ao leite materno é comum, mas não é regra de forma alguma. O que é recomendado é que a mãe coma normalmente, só evite mesmo cafeína na sua dieta, para não atrapalhar o sono do bebê. E, claro, bebidas alcoólicas também devem ser evitadas. Se o bebê apresentar alergia é importante descobrir que alimento está causando o problema. Os mais comuns são leite, glúten, milho, nozes e soja. Mas também pode ser outra coisa, como carne vermelha ou frutos do mar. E o que causa a alergia no caso do leite por exemplo, não é a lactose, como muita gente diz, e sim a proteína do leite. Então se a alergia no bebê tiver sendo causada pelo leite que a mãe consome, não adianta ela tomar leite sem lactose, porque mesmo sem lactose o leite ainda tem proteína. E depois que a criança começar a comer sólidos ela não necessariamente será alérgica a algum alimento. No caso da Liana, por exemplo, ela é alérgica a algum componente do meu leite quando eu como glúten, mas isso não significa que ela será alérgica ao glúten quando ela começar a comer sólidos.
Isso acontece muitas vezes porque antes dos 6 meses de idade o sistema digestivo do bebê ainda é muito imaturo, e muitas vezes depois de um tempo essa alergia pode acabar. Mas quando começamos a dar comida pro bebê devemos ter muito cuidado e alguns alimentos que são muito alergênicos, como nozes e glúten, não devem ser oferecidos no início. Muitas pessoas que tem alergia a glúten quando adultos provavelmente tem esse problema por terem começado a comer esse alimento muito cedo. O glúten está presente no trigo. Tudo que tem farinha de trigo tem glúten.
Espero em breve passar aqui para dar mais notícias. E tomara que sejam boas!
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