7 de dezembro de 2016

Meu plano de parto domiciliar


Pra quem acompanha o blog: tanta teia de aranha aqui, né?! Rs! Eu estou bem, já com quase 37 semanas completas, bebéia Made in Japan deve estar quase pronta pra nascer e praticamente tá tudo pronto pra sua chegada. Não estamos com muita expectativa, mesmo porque não temos muito tempo pra isso. Estou num cansaço monstro e não posso ver uma cadeira que me sento. A barriga está petit, como era com a Liana também. Acho isso bom, porque as pessoas não tem muita expectativa. E quase ninguém sabe da data provável do parto. Aqui eu conto: é dia 01/01/2017 :)

Vou colocar aqui o Plano de Parto que fiz para poder ajudar as grávidas que querem ter um parto domiciliar - PD, ou mesmo quem quer parir em um hospital e está buscando dicas de planos de parto já escritos.

Eu tenho dois planos: o do parto domiciliar e o hospitalar, que é muito parecido com o primeiro, só mudando alguns detalhes mesmo. Fiz os dois com a ajuda da minha doula e li muitos planos antes de escrever o meu próprio.




Plano de Parto Domiciliar


  • Bebê: ____
  • Marido: ____
  • Doula: ____
  • Data provável do parto: ____
  • Local: ____

Eu e meu marido estamos cientes de que o parto pode tomar diferentes rumos, mas o nosso desejo é pelo parto normal domiciliar, o que é muito importante para nós. Abaixo listamos as nossas preferências em relação ao nascimento da nossa filha, caso tudo transcorra tranquilamente e dentro da normalidade para parto de baixo risco. Sempre que os planos não puderem ser seguidos da forma que desejamos, gostaríamos de ser previamente avisados e consultados a respeito das alternativas.

Pré Trabalho de Parto
Não quero realizar exames de toque antes de entrar em trabalho de parto - TP. Também não quero realizar descolamento de membranas antes de ter algum sinal do início do TP.
Caso eu ultrapasse as 41 semanas, gostaria de conversar com a equipe sobre métodos naturais de indução. O descolamento de membranas deve ser a última opção não farmacológica para induzir o parto.
Salvo algumas exceções, a nossa família e amigos não sabem nosso plano de parto domiciliar e só devem ser avisados após a dequitação da placenta. Não quero causar ansiedade desnecessária, nem ser pressionada pelas pessoas.
Caso seja necessária transferência durante o TP, gostaria que, de preferência, o nosso desejo por um parto domiciliar não seja ser mencionado. Caso a transferência se dê após o nascimento da bebê, em decorrência de alguma intercorrência comigo ou com a criança, o parto domiciliar deve ser apresentado como previamente programado.

Ambiente
Gostaria que a minha playlist de músicas seja tocada. Possuo uma playlist no youtube com o nome “Trabalho de parto” que está bem completa. Provavelmente meu marido será o responsável por colocar.
Desejo que o ambiente seja tranquilo, silencioso e respeitoso. Não gostaria de ver ninguém utilizando seus celulares na minha frente. Peço que a TV não seja ligada em momento algum.
No momento do nascimento, eu gostaria de luzes suaves e pouco barulho. Quero que minha filha escute apenas as vozes dos membros da família após o seu nascimento.

Durante o trabalho de parto
Ao entrar em TP, apenas minha Doula, a fotógrafa, a equipe de parteiras e minha médica obstetra serão avisadas. Peço que a equipe de enfermeiras obstétricas avisem a Obstetra backup, por telefone, que o trabalho de parto iniciou. A médica deve ser informada de tudo o que acontecer durante o trabalho de parto para ela estar preparada no caso de uma transferência for necessária.  Também gostaria de avisar ao porteiro do meu prédio.
Caso precisemos de algum apoio externo podemos contactar as minhas amigas ____ e ____ (telefone:___)
Durante todo o TP eu gostaria de ter ao meu lado meu marido e nossa filha. Também quero a companhia da minha doula e das enfermeiras obstetras.
Talvez, se o TP ocorrer durante o dia, poderemos telefonar para a babá da minha filha para ela não vir pra casa. Não acho que vou querer muita gente em casa durante o nascimento da minha filha, mas prefiro decidir isso no dia, dependendo de como eu me sentir, e como for o andamento do TP.
Gostaria que minha filha mais velha seguisse a sua rotina normalmente e acompanhe o TP se assim ela desejar. Mas caso ela esteja interferindo no processo de TP, conto com a ajuda do meu esposo e da Doula para que a retire do ambiente. Gostaria também que ninguém desse vídeos para a minha filha assistir, já que não temos esse hábito. Também quero que no dia tudo seja tratado com ela com muita naturalidade e respeito.
Durante todo o processo gostaria de ter liberdade para caminhar, me mover, dançar, me soltar e mudar de posição. Gostaria de permanecer na posição que me for mais confortável e andar sempre que sentir necessidade. A minha doula e as enfermeiras obstétricas poderão sugerir posições diferentes e caberá a mim decidir qual é a mais confortável naquele momento. Gostaria de ter liberdade para utilizar o chuveiro, banheira ou piscina, caso eu sinta necessidade. Se eu preferir em algum momento descansar ou dormir, gostaria que minha opção fosse respeitada.
Quero poder tomar líquidos e comer durante o trabalho de parto, caso eu sinta vontade.
Desejo permanecer durante todo o TP com os seios cobertos por top ou biquíni. Gostaria, se possível, de ter os cabelos presos de uma forma que não fiquem bagunçados.
Gostaria de não ter a bolsa rompida. Porém, caso o TP esteja muito longo e a equipe ache conveniente, gostaria de ser informada antes.
Gostaria de ter o uso de infusão intravenosa apenas se houver uma real indicação médica. Não gostaria de nada que atrapalhe minha mobilidade.
Não gostaria de realizar o exame de toque com muita frequência. Peço que, caso esteja com pouca dilatação, a equipe não me conte e sempre me encoraje a continuar firme durante todo o TP.
Desejo que a fotógrafa não foque em sangue e nudez, e sim nas emoções e expressões.

Durante o parto em si
Assim como o TP, para o parto planejo ter a presença do meu marido, da minha filha, da fotógrafa, minha Doula e as enfermeiras obstetras.
Não planejo a posição que eu estarei para o nascimento. Poderá ser na água ou não, e será aquela que me for mais confortável e eu escolher na hora. Desejo tentar posições mais verticalizadas para evitar laceração e força excessiva. Possivelmente não vou querer parir em cima da minha cama. Mas, caso eu mude de ideia no dia, gostaria de forrar a cama com plástico e forro impermeável.
Desejo tocar a cabeça da minha filha quando ela estiver coroando e também de vê-la através do espelho que temos em casa. Gostaria de ser lembrada dessa minha vontade durante o expulsivo.
Não quero que minha barriga seja empurrada e qualquer manobra que seja necessária, sob real necessidade, deverá ser informada antes. Também não quero que meu bebê seja puxado. Iremos aguardar o tempo dela. A não ser que haja necessidade médica.
Se estiver tudo bem com a bebê, e não for necessário nenhuma manobra de emergência, quero que o meu marido seja o primeiro a ampará-la e pegá-la ao nascer.
Se possível, desejo que o cordão umbilical seja cortado apenas após a dequitação da placenta. E gostaria que seja tirada uma foto depois que a bebê estiver já limpa, dela ainda conectada à placenta.
Após o nascimento, gostaria de sentir o cheiro da bebê. Quero ser lembrada disso pela equipe.
Gostaria de saber após o parto qual a música tocou no momento no nascimento.

Pós Parto
Desejo que a fotógrafa faça um registro da minha filha ligada à placenta em ambiente extrauterino. Também peço que se possível, ela faça o registro do primeiro encontro entre a minha filha e a sua irmã recém nascida. Ou mesmo de um dos seus primeiros momentos juntas.
Quero que seja aguardada a expulsão espontânea da placenta, ainda com o cordão umbilical conectado ao bebê. Desejo armazená-la no congelador em uma vasilha de sorvete para posteriormente utilizá-la.
Gostaria que meu bebê fosse colocado imediatamente no meu colo. Se houver necessidade de aspirar as vias respiratórias, prefiro que seja feito enquanto ela estiver comigo.
Gostaria que minha filha permanecesse em contato pele a pele por pelo menos 1 hora e que todos os cuidados sejam feitos com ela em meus braços, na medida do possível. Gostaria também que todos os demais cuidados sejam feitos na minha presença, ou do Adam.
Gostaria de amamentar minha filha durante a primeira hora de nascida, se possível quero que ocorra o chamado “Breast Crawl”, quando o próprio bebê decide o melhor momento para amamentar e é livre para ir até o peito em busca do seu alimento.
Após o parto desejo tomar açaí ou vitamina.
Após o nascimento, a minha obstetra deve ser avisada pelas enfermeiras obstetras. Ela deverá ser atualizada sobre o nascimento e o nome escolhido para a bebê.
Após o parto - incluindo a saída da placenta, gostaria de conversar com toda equipe sobre o parto em si. Desde esclarecimentos técnicos, minha recuperação, horário do nascimento e a maravilha do nascimento da minha filha.

Cuidados com o bebê
Gostaria que sejam evitadas luzes fortes no ambiente e principalmente no rostinho do bebê assim que nascer.
Optamos pela administração injetável da Vitamina K, e que não sejam utilizados colírio de Nitrato de Prata ou antibióticos oftálmicos.
Não gostaria que a minha filha tome banho no seu primeiro dia de vida. O primeiro banho será dado quando meu marido e eu decidirmos, e será dado por nós.

Caso necessitemos de remoção para o Hospital

Caso uma transferência seja necessária, a equipe deverá telefonar diretamente para a médica obstetra, e ela será a responsável por contactar o hospital de referência.
Lista dos hospitais de referência:
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Assinaturas:

18 de setembro de 2016

Minha experiência amamentando grávida e o fim de uma Era


Eu ia escrever este post guardando suspense e deixando pro final a notícia que a Liana desmamou. Mas mudei de ideia e já ficou subentendido no título. Por um lado eu estou feliz e satisfeita, porque ela desmamou gradualmente e de forma bem natural, como eu sempre quis que fosse.


É comum as pessoas acharem que não se pode de jeito nenhum amamentar grávida. Há crendices que o leite da mãe gestante atrapalha a criança que mama, fica fraco, que a amamentação prejudica o bebê que está no ventre ou mesmo possa causar aborto. O pior é que ainda há muitos médicos aqui no Brasil que informam tudo isso às gestantes e pedem pra elas pararem com a amamentação. Mas a verdade é que em uma gravidez normal de baixo risco, não há risco algum. Fiquei grávida antes de me mudar de volta pro Brasil, e lá na Gringa a minha ginecologista, a pediatra e a gastro da Liana sabiam que eu estava grávida e amamentando a Liana (e amamentando muito!), e o que elas diziam é que era ok. Disseram que se nós duas estávamos felizes deveríamos continuar.


Antes de planejar a minha segunda gestação comecei a me informar sobre isso e li muitos relatos de mães que amamentaram grávidas, inclusive tiveram a experiência de amamentar em tandem, que é nutrir 2 crianças de idades diferentes ao mesmo tempo. Como sou assim meio doida, era meu sonho ser a mãe leiteira, e dar de mamar pra Liana e pra Made in Japan junto, ao mesmo tempo.


Assim que engravidei, a Liana ainda mamava muito e ela não me dava nenhum  sinal de que pararia nos próximos dez anos. Ela adorava mamar e eu adorava também, então ficamos assim numa boa, mas eu já sabia do grande risco de sentir pertubação na amamentação, o que é comum durante a gravidez. Mas eu achava que estava preparada e deixei o barco ir.


Durante o primeiro trimestre eu até tive dor nos mamilos, mas nunca durante as mamadas. No começo ela ainda mamava com muita frequencia e eu sentia que tinha muito leite. Eu até usava um pouquinho do meu leite para tomar com meu chá de manhã. Mas devagarzinho ela passou a mamar menos vezes durante o dia e eram mamadas mais curtas. Um dia eu experimentei do meu leite e percebi que ele estava salgado. Ele passou de docinho para muito salgado! Mas Liana nunca reclamou do gosto ou de nada.


De repente percebi que ela estava mamando bem menos. E isso foi um processo rápido. Em julho, quando nos mudamos pro Brasil, ela começou a ficar períodos longos sem mamar. Chegou a ficar mais de 24 horas sem pedir. E esse período sem pedir foi só aumentando. Assim que eu voltei ao trabalho, ela chegou a ficar 3 dias sem pedir mamá. E eu nunca oferecia.


Ficamos assim até o fim da minha primeira semana de volta ao meu trabalho. Era sexta feira e as minhas colegas compraram um bolo suflair que é o bolo de chocolate mais gostoso da face da Terra. Ele é de chocolate, com recheio de chocolate, cobertura de chocolate e cheinho de pedaços de chocolate suflair da Nestle por cima. Eu ainda estava com restrição na minha dieta por conta da alergia da Liana a proteína do leite de vaca. Mas o bolo me venceu. Eu decidi em 5 segundos que eu iria comer um pedacinho. E o pedacinho virou 3 pedaços grandes. Eu me esbaldei, chutei o pau da barraca e foi isso que bateu o martelo para o desmame total da Liana.


Depois do bolo a Liana ficou 3 dias sem pedir peito. E quando ela pediu eu expliquei que era melhor ela não mamar porque eu tinha comido algo com leite, que faz dodói na barriga dela. Pronto, desde então ela nunca mais mamou. Nesse último mês eu estou comendo tudo com leite e ela até pediu peito umas poucas vezes, mas sem insistir. Quando isso acontece eu sempre digo que agora não tem mais leite e que eu estou comendo o leite que ela não pode. Eu até ofereço pra ela dar beijinho e ela abre a boca, mas no final entende e só beija.


Como a maternidade é uma eterna quebra de paradigmas e um montão de coisas que fogem do nosso sonho e do nosso planejamento, aqui vai mais um exemplo disso. Eu imaginava que eu iria amamentar a gravidez inteira. Na minha cabeça eu já tinha uma foto pronta do meu álbum da segunda gravidez: eu linda bem barriguda com a teta de fora amamentando a Liana. Que foto linda! E eu tinha certeza que iria amamentar em tandem as minhas duas filhas. Daí tudo mudou. Por causa de um bolo suflair. Eu não me culpo e não estou muito triste por não poder tirar a foto divando grávida amamentando. A Liana está feliz, e eu estou também.

É engraçado que eu sempre quis que o fim da amamentação fosse tranquila, mas eu não conseguia visualizar que isso iria acontecer. Eu quase duvidava que a Liana poderia desmamar antes dos 15 anos. Mas aconteceu e foi sem traumas pra ninguém. Simples assim.


Esta é a última foto da Liana mamando antes de eu engravidar da Made in Japan. Pra ser mais precisa, esse foi um jantar em Kioto, e poucas horas depois produzimos a bebê. :)




Uma borboletinha mamando. A única foto que tenho dando mamá já grávida. Não registrei nenhuma mamada depois que chegamos no Brasil.




24 de agosto de 2016

Mudamos pro Brasil! Sobrevivemos e aqui estamos!


Vocês devem imaginar o quanto foi corrido e ainda está. Agora multipliquem isso por mil e pronto, assim está sendo a nossa vida.

Chegamos na nossa nova cidade, Brasília, no dia 20 de julho e desde então estamos tomando banho de burocracia. Estamos nos lambuzando! Pra mim que sou brasileira já está sendo difícil tamanha papelada. Imagina pro maridex que nunca viveu aqui! Só com autentificação de documentos e reconhecimentos de firma em cartórios, já gastamos quase R$ 600,00. É muito dinheiro! E é uma gasto que para a cabeça de um americano é desnecessário. Isso porque lá não existe cartório e quando precisamos reconhecer firma, é gratuito e feito em banco.

Quanto a mudança em si, o que posso dizer é que foi muito stress. Graças a ajuda da minha mãe e da minha irmã, que ficaram conosco por 2 dias em Brasília passando roupa e desfazendo malas sem parar, nós conseguimos organizar as nossas coisas que vieram em 6 malas gigantes e pesadas. Mas eu não quero nunca mais me mudar estando grávida. É muito trabalho, preocupação e ansiedade para aguentar. Mas aí me lembro que uma mudança já foi, mas ainda faltam outras 2 para as próximas semanas.

A próxima mudança será do meu apartamento pequeno, onde estamos agora, para um maior que acabamos de alugar. Depois que estivermos no apartamento maior a terceira mudança virá, quando chegar o container com as nossas coisas que estão vindo de navio de Boston. Prefiro nem pensar nisso agora! Tenho que focar em uma coisa de cada vez que é pra não sofrer por antecipação.

Chegando aqui no Brasil é inevitável não comparar as coisas daqui com as americanas. Lá, no geral, as pessoas são muito mais eficientes. Tanto para tratar de visto para estrangeiro quando pra você comprar um pedaço de bolo e um suco em uma lanchonete. Aqui as coisas demoram a funcionar, o funcionário atrasa, o site que trata do serviço que você precisa não tem a informação completa, a gente pensa que em uma tarde poderíamos resolver cinco coisas, mas tudo demora e você faz só uma. Ainda assim é mal feito, depois tem que refazer.

Mas aqui tem coisas melhores, claro. Estou adorando a volta ao meu trabalho, por exemplo. Estou sendo super bem recebida pelos colegas, já estou me sentindo útil, fazendo algo que não é pra Liana e sobre a Liana. Também é muito legal ter alguém que me ajuda em casa. A babá da Liana está sendo ótima! Elas se dão super bem, o portugues da minha filhota já está muito melhor do que era 1 mês atrás, quando chegamos. E todos os dias a babá faz serviços domésticos que me ajudam demais. Ela passa as roupas da Liana, limpa a casa, cozinha, arruma a casa, coloca roupa pra lavar… Tudo isso me faz sentir que tenho aqui uma vida de rainha. Coisa que lá na Gringa seria impossível. Pra ter esse tipo  de coisa só sendo milionário.
Aqui todo mundo me pergunta se viemos pra ficar e essa resposta não tenho na ponta da língua. Cada vez digo algo diferente. Ainda estamos nos adaptando, mas eu posso dizer que estou sim me sentindo em casa.

7 de julho de 2016

Entre vômitos e peidos

Nunca na história deste blog eu escrevi de forma tão honesta e com tanto detalhe escatológico.

Vim aqui hoje para desglamorizar a gravidez. E para dizer que eu adoro falar e ler sobre gravidez, parto, maternidade, adoro ser mãe, até poderia parir cinco vezes bebês grandes sem anestesia, MAS eu estou odiando estar grávida. #Prontofalei

Olha que eu sempre achei mulher grávida a coisa mais linda. Na verdade eu ainda acho! Adoro barriga de grávida. Mas essa coisa de dizer que toda grávida tem um brilho diferente, olha, sei não. Aqui o brilho só se for do vômito que acabei de vomitar agachada no banheiro.

Eu já estudei embriologia na faculdade, mas ainda sabendo sobre a fisiologia da coisa, acho que gerar um ser completamente novo, a partir do zero, é algo incrível e praticamente mágico. A questão é que gerar um novo ser muda demais o organismo da mulher como um todo, e com toda essa alteração hormonal, pode em muitos casos ocasionar enjoos, alteração de humor e no sistema digestório. Aqui estamos vivendo tudo isso. E numa casa cheia de caixas, malas espalhadas e faltando apenas 2 semanas para a nossa mudança pro Brasil. Resumindo: tá difícil!

É claro que não é só a gravidez, tem o estresse da mudança que sozinho já seria ruim o suficiente, mas a gestação está me deixando mega cansada. Os enjoos estão fortes também. O pior é que eles me trolam! Assim, quando eu passo mais de 8 horas durante o dia sem enjoar penso que finalmente o período crítico de ter vomitade passou, daí eu passo tão mal que vomito. Nesse início de gestação até estou vomitando com menos frequência que acontecia quando eu estava esperando a Liana. Mas vomitar com ela junto no banheiro é sofrido pra mim. Ela nem se assusta como eu pensei que aconteceria, parece que até entende e me faz um carinho pra ajudar a melhorar. Mas acho ruim. Depois ela fica me olhando com uns olhinhos e não sei decifrar o que passa por trás deles. 

Uma coisa que está sendo diferente até agora são os gases. O maridex que o diga! As vezes acho que a Made in Japan não é um bebê, e sim uma máquina fazedora de pum. Eu nem estou comendo diferente do que consumo sempre. A minha alimentação é balanceada, não como tanto açúcar, mas estou soltando uns gases cabulosos.

Maridex diz que faltam só pouco mais de 5 meses e isso tudo vai passar com certeza. Vai sim! Passará e o trampo se quadruplicará, com uma recém nascida em casa e uma menininha linda de 2 anos que terá que dividir o colo da mamãe aqui com uma nenenzinha pequetita.




É assim que muita gente vê toda grávida, mas na verdade somos humanas que inclusive peidam (imagem retirada do blog Canção Nova)