24 de agosto de 2016

Mudamos pro Brasil! Sobrevivemos e aqui estamos!


Vocês devem imaginar o quanto foi corrido e ainda está. Agora multipliquem isso por mil e pronto, assim está sendo a nossa vida.

Chegamos na nossa nova cidade, Brasília, no dia 20 de julho e desde então estamos tomando banho de burocracia. Estamos nos lambuzando! Pra mim que sou brasileira já está sendo difícil tamanha papelada. Imagina pro maridex que nunca viveu aqui! Só com autentificação de documentos e reconhecimentos de firma em cartórios, já gastamos quase R$ 600,00. É muito dinheiro! E é uma gasto que para a cabeça de um americano é desnecessário. Isso porque lá não existe cartório e quando precisamos reconhecer firma, é gratuito e feito em banco.

Quanto a mudança em si, o que posso dizer é que foi muito stress. Graças a ajuda da minha mãe e da minha irmã, que ficaram conosco por 2 dias em Brasília passando roupa e desfazendo malas sem parar, nós conseguimos organizar as nossas coisas que vieram em 6 malas gigantes e pesadas. Mas eu não quero nunca mais me mudar estando grávida. É muito trabalho, preocupação e ansiedade para aguentar. Mas aí me lembro que uma mudança já foi, mas ainda faltam outras 2 para as próximas semanas.

A próxima mudança será do meu apartamento pequeno, onde estamos agora, para um maior que acabamos de alugar. Depois que estivermos no apartamento maior a terceira mudança virá, quando chegar o container com as nossas coisas que estão vindo de navio de Boston. Prefiro nem pensar nisso agora! Tenho que focar em uma coisa de cada vez que é pra não sofrer por antecipação.

Chegando aqui no Brasil é inevitável não comparar as coisas daqui com as americanas. Lá, no geral, as pessoas são muito mais eficientes. Tanto para tratar de visto para estrangeiro quando pra você comprar um pedaço de bolo e um suco em uma lanchonete. Aqui as coisas demoram a funcionar, o funcionário atrasa, o site que trata do serviço que você precisa não tem a informação completa, a gente pensa que em uma tarde poderíamos resolver cinco coisas, mas tudo demora e você faz só uma. Ainda assim é mal feito, depois tem que refazer.

Mas aqui tem coisas melhores, claro. Estou adorando a volta ao meu trabalho, por exemplo. Estou sendo super bem recebida pelos colegas, já estou me sentindo útil, fazendo algo que não é pra Liana e sobre a Liana. Também é muito legal ter alguém que me ajuda em casa. A babá da Liana está sendo ótima! Elas se dão super bem, o portugues da minha filhota já está muito melhor do que era 1 mês atrás, quando chegamos. E todos os dias a babá faz serviços domésticos que me ajudam demais. Ela passa as roupas da Liana, limpa a casa, cozinha, arruma a casa, coloca roupa pra lavar… Tudo isso me faz sentir que tenho aqui uma vida de rainha. Coisa que lá na Gringa seria impossível. Pra ter esse tipo  de coisa só sendo milionário.
Aqui todo mundo me pergunta se viemos pra ficar e essa resposta não tenho na ponta da língua. Cada vez digo algo diferente. Ainda estamos nos adaptando, mas eu posso dizer que estou sim me sentindo em casa.

7 de julho de 2016

Entre vômitos e peidos

Nunca na história deste blog eu escrevi de forma tão honesta e com tanto detalhe escatológico.

Vim aqui hoje para desglamorizar a gravidez. E para dizer que eu adoro falar e ler sobre gravidez, parto, maternidade, adoro ser mãe, até poderia parir cinco vezes bebês grandes sem anestesia, MAS eu estou odiando estar grávida. #Prontofalei

Olha que eu sempre achei mulher grávida a coisa mais linda. Na verdade eu ainda acho! Adoro barriga de grávida. Mas essa coisa de dizer que toda grávida tem um brilho diferente, olha, sei não. Aqui o brilho só se for do vômito que acabei de vomitar agachada no banheiro.

Eu já estudei embriologia na faculdade, mas ainda sabendo sobre a fisiologia da coisa, acho que gerar um ser completamente novo, a partir do zero, é algo incrível e praticamente mágico. A questão é que gerar um novo ser muda demais o organismo da mulher como um todo, e com toda essa alteração hormonal, pode em muitos casos ocasionar enjoos, alteração de humor e no sistema digestório. Aqui estamos vivendo tudo isso. E numa casa cheia de caixas, malas espalhadas e faltando apenas 2 semanas para a nossa mudança pro Brasil. Resumindo: tá difícil!

É claro que não é só a gravidez, tem o estresse da mudança que sozinho já seria ruim o suficiente, mas a gestação está me deixando mega cansada. Os enjoos estão fortes também. O pior é que eles me trolam! Assim, quando eu passo mais de 8 horas durante o dia sem enjoar penso que finalmente o período crítico de ter vomitade passou, daí eu passo tão mal que vomito. Nesse início de gestação até estou vomitando com menos frequência que acontecia quando eu estava esperando a Liana. Mas vomitar com ela junto no banheiro é sofrido pra mim. Ela nem se assusta como eu pensei que aconteceria, parece que até entende e me faz um carinho pra ajudar a melhorar. Mas acho ruim. Depois ela fica me olhando com uns olhinhos e não sei decifrar o que passa por trás deles. 

Uma coisa que está sendo diferente até agora são os gases. O maridex que o diga! As vezes acho que a Made in Japan não é um bebê, e sim uma máquina fazedora de pum. Eu nem estou comendo diferente do que consumo sempre. A minha alimentação é balanceada, não como tanto açúcar, mas estou soltando uns gases cabulosos.

Maridex diz que faltam só pouco mais de 5 meses e isso tudo vai passar com certeza. Vai sim! Passará e o trampo se quadruplicará, com uma recém nascida em casa e uma menininha linda de 2 anos que terá que dividir o colo da mamãe aqui com uma nenenzinha pequetita.




É assim que muita gente vê toda grávida, mas na verdade somos humanas que inclusive peidam (imagem retirada do blog Canção Nova)

28 de junho de 2016

Um grande harém

E o sexo de Made in Japan é .... Chanchanchanchan!

Feminino!!!

Mais uma menina pra essa família cheia de mulheres lindas e fortes! Somos 4 irmãs, 3 netinhas e a quarta a caminho.

Que ela venha cheia de saúde e com certeza aqui ela terá muito amor e carinho.

Oi, gente! 



14 de junho de 2016

Chegando ao fim do primeiro tri - finalmente!!

Eu tenho certeza que quem está acompanhando de longe vai pensar: "O que? O primeiro trimestre já está acabando?!" Mas para mim este primeiro tri está passando a passos de uma lesma. Na verdade, até agora esta gestação está muito parecida com minha primeira, com enjoo que me persegue de manhã, de tarde e de noite.

Ontem, durante o dia, eu até pensei que estava enjoando menos. Foi só dizer isso em voz alta que a noite veio uma vomitade* com força total. Hoje a Liana fez um cocô mega fedido, daí limpar o bendito penico e jogar o cocô fora no vaso quase me fez vomitar. (Aliás, como uma menina tão pequena e linda consegue produzir tantas fezes assim??)

Também sinto que tudo está demorando porque eu estou D.E.V.A.G.A.R. quase parando. É tanto cansaço, preguiça, vagareza, chamem do que quiser! A minha vontade é de dormir o dia todo. Mas como descansar com uma criança de 2 anos que não gosta de dormir, e ainda tendo mil coisas pra arrumar para a nossa mudança de país que será daqui a um mês?!? Muito estresse, minha gente!

Mas não quero fazer desse post apenas um monte de mimimi junto. No início da semana passada, quando eu estava com 10 semanas, fomos na minha primeira consulta com a ginecologista. A Liana se comportou muito bem e na hora e vermos o bebezinho MiJ ela não pareceu ficar muito empolgada. Acho que essa história de que tem um bebê dentro da minha barriga e naquele monitor vimos ele mexendo não fez muito sentido pra ela.

Mas pra mim e maridex foi uma emoção igual a quando vimos a nossa Liana em forma de Sementinha. Eu achei fantástico o fato de MiJ mexer sem parar quieto(a). Era uma movimentação louca! Ele(a) tinha o tamanho de uma ameixa, formato de um feijão, mas mexia como se estivesse brincando de jogar futebol e reger uma orquestra sinfônica ao mesmo tempo.

Optamos por saber o sexo o mais cedo possível, por isso coletei sangue após a consulta para o exame genético, que pode detectar a presença de algum problema genético, como Síndrome de Down, e de quebra saberemos se o ser que me habita é XX ou XY. Façam suas apostas! Eu aqui não tenho palpite dessa vez. Quando pergunto pra Liana, ela responde primeiro que é baby boy, depois que é baby girl. Decerto ela pensa que são gêmeos, um de cada sexo. Mas isso já sabemos que não - é um bebezinho só.

Provavelmente no meu próximo post já terei a resposta. Claro que vou contar aqui!



* Vomitade = um neologismo gravídico. Expressão em português criada pelo maridex que significa vontade de vomitar.