18 de setembro de 2016

Minha experiência amamentando grávida e o fim de uma Era


Eu ia escrever este post guardando suspense e deixando pro final a notícia que a Liana desmamou. Mas mudei de ideia e já ficou subentendido no título. Por um lado eu estou feliz e satisfeita, porque ela desmamou gradualmente e de forma bem natural, como eu sempre quis que fosse.


É comum as pessoas acharem que não se pode de jeito nenhum amamentar grávida. Há crendices que o leite da mãe gestante atrapalha a criança que mama, fica fraco, que a amamentação prejudica o bebê que está no ventre ou mesmo possa causar aborto. O pior é que ainda há muitos médicos aqui no Brasil que informam tudo isso às gestantes e pedem pra elas pararem com a amamentação. Mas a verdade é que em uma gravidez normal de baixo risco, não há risco algum. Fiquei grávida antes de me mudar de volta pro Brasil, e lá na Gringa a minha ginecologista, a pediatra e a gastro da Liana sabiam que eu estava grávida e amamentando a Liana (e amamentando muito!), e o que elas diziam é que era ok. Disseram que se nós duas estávamos felizes deveríamos continuar.


Antes de planejar a minha segunda gestação comecei a me informar sobre isso e li muitos relatos de mães que amamentaram grávidas, inclusive tiveram a experiência de amamentar em tandem, que é nutrir 2 crianças de idades diferentes ao mesmo tempo. Como sou assim meio doida, era meu sonho ser a mãe leiteira, e dar de mamar pra Liana e pra Made in Japan junto, ao mesmo tempo.


Assim que engravidei, a Liana ainda mamava muito e ela não me dava nenhum  sinal de que pararia nos próximos dez anos. Ela adorava mamar e eu adorava também, então ficamos assim numa boa, mas eu já sabia do grande risco de sentir pertubação na amamentação, o que é comum durante a gravidez. Mas eu achava que estava preparada e deixei o barco ir.


Durante o primeiro trimestre eu até tive dor nos mamilos, mas nunca durante as mamadas. No começo ela ainda mamava com muita frequencia e eu sentia que tinha muito leite. Eu até usava um pouquinho do meu leite para tomar com meu chá de manhã. Mas devagarzinho ela passou a mamar menos vezes durante o dia e eram mamadas mais curtas. Um dia eu experimentei do meu leite e percebi que ele estava salgado. Ele passou de docinho para muito salgado! Mas Liana nunca reclamou do gosto ou de nada.


De repente percebi que ela estava mamando bem menos. E isso foi um processo rápido. Em julho, quando nos mudamos pro Brasil, ela começou a ficar períodos longos sem mamar. Chegou a ficar mais de 24 horas sem pedir. E esse período sem pedir foi só aumentando. Assim que eu voltei ao trabalho, ela chegou a ficar 3 dias sem pedir mamá. E eu nunca oferecia.


Ficamos assim até o fim da minha primeira semana de volta ao meu trabalho. Era sexta feira e as minhas colegas compraram um bolo suflair que é o bolo de chocolate mais gostoso da face da Terra. Ele é de chocolate, com recheio de chocolate, cobertura de chocolate e cheinho de pedaços de chocolate suflair da Nestle por cima. Eu ainda estava com restrição na minha dieta por conta da alergia da Liana a proteína do leite de vaca. Mas o bolo me venceu. Eu decidi em 5 segundos que eu iria comer um pedacinho. E o pedacinho virou 3 pedaços grandes. Eu me esbaldei, chutei o pau da barraca e foi isso que bateu o martelo para o desmame total da Liana.


Depois do bolo a Liana ficou 3 dias sem pedir peito. E quando ela pediu eu expliquei que era melhor ela não mamar porque eu tinha comido algo com leite, que faz dodói na barriga dela. Pronto, desde então ela nunca mais mamou. Nesse último mês eu estou comendo tudo com leite e ela até pediu peito umas poucas vezes, mas sem insistir. Quando isso acontece eu sempre digo que agora não tem mais leite e que eu estou comendo o leite que ela não pode. Eu até ofereço pra ela dar beijinho e ela abre a boca, mas no final entende e só beija.


Como a maternidade é uma eterna quebra de paradigmas e um montão de coisas que fogem do nosso sonho e do nosso planejamento, aqui vai mais um exemplo disso. Eu imaginava que eu iria amamentar a gravidez inteira. Na minha cabeça eu já tinha uma foto pronta do meu álbum da segunda gravidez: eu linda bem barriguda com a teta de fora amamentando a Liana. Que foto linda! E eu tinha certeza que iria amamentar em tandem as minhas duas filhas. Daí tudo mudou. Por causa de um bolo suflair. Eu não me culpo e não estou muito triste por não poder tirar a foto divando grávida amamentando. A Liana está feliz, e eu estou também.

É engraçado que eu sempre quis que o fim da amamentação fosse tranquila, mas eu não conseguia visualizar que isso iria acontecer. Eu quase duvidava que a Liana poderia desmamar antes dos 15 anos. Mas aconteceu e foi sem traumas pra ninguém. Simples assim.


Esta é a última foto da Liana mamando antes de eu engravidar da Made in Japan. Pra ser mais precisa, esse foi um jantar em Kioto, e poucas horas depois produzimos a bebê. :)




Uma borboletinha mamando. A única foto que tenho dando mamá já grávida. Não registrei nenhuma mamada depois que chegamos no Brasil.




24 de agosto de 2016

Mudamos pro Brasil! Sobrevivemos e aqui estamos!


Vocês devem imaginar o quanto foi corrido e ainda está. Agora multipliquem isso por mil e pronto, assim está sendo a nossa vida.

Chegamos na nossa nova cidade, Brasília, no dia 20 de julho e desde então estamos tomando banho de burocracia. Estamos nos lambuzando! Pra mim que sou brasileira já está sendo difícil tamanha papelada. Imagina pro maridex que nunca viveu aqui! Só com autentificação de documentos e reconhecimentos de firma em cartórios, já gastamos quase R$ 600,00. É muito dinheiro! E é uma gasto que para a cabeça de um americano é desnecessário. Isso porque lá não existe cartório e quando precisamos reconhecer firma, é gratuito e feito em banco.

Quanto a mudança em si, o que posso dizer é que foi muito stress. Graças a ajuda da minha mãe e da minha irmã, que ficaram conosco por 2 dias em Brasília passando roupa e desfazendo malas sem parar, nós conseguimos organizar as nossas coisas que vieram em 6 malas gigantes e pesadas. Mas eu não quero nunca mais me mudar estando grávida. É muito trabalho, preocupação e ansiedade para aguentar. Mas aí me lembro que uma mudança já foi, mas ainda faltam outras 2 para as próximas semanas.

A próxima mudança será do meu apartamento pequeno, onde estamos agora, para um maior que acabamos de alugar. Depois que estivermos no apartamento maior a terceira mudança virá, quando chegar o container com as nossas coisas que estão vindo de navio de Boston. Prefiro nem pensar nisso agora! Tenho que focar em uma coisa de cada vez que é pra não sofrer por antecipação.

Chegando aqui no Brasil é inevitável não comparar as coisas daqui com as americanas. Lá, no geral, as pessoas são muito mais eficientes. Tanto para tratar de visto para estrangeiro quando pra você comprar um pedaço de bolo e um suco em uma lanchonete. Aqui as coisas demoram a funcionar, o funcionário atrasa, o site que trata do serviço que você precisa não tem a informação completa, a gente pensa que em uma tarde poderíamos resolver cinco coisas, mas tudo demora e você faz só uma. Ainda assim é mal feito, depois tem que refazer.

Mas aqui tem coisas melhores, claro. Estou adorando a volta ao meu trabalho, por exemplo. Estou sendo super bem recebida pelos colegas, já estou me sentindo útil, fazendo algo que não é pra Liana e sobre a Liana. Também é muito legal ter alguém que me ajuda em casa. A babá da Liana está sendo ótima! Elas se dão super bem, o portugues da minha filhota já está muito melhor do que era 1 mês atrás, quando chegamos. E todos os dias a babá faz serviços domésticos que me ajudam demais. Ela passa as roupas da Liana, limpa a casa, cozinha, arruma a casa, coloca roupa pra lavar… Tudo isso me faz sentir que tenho aqui uma vida de rainha. Coisa que lá na Gringa seria impossível. Pra ter esse tipo  de coisa só sendo milionário.
Aqui todo mundo me pergunta se viemos pra ficar e essa resposta não tenho na ponta da língua. Cada vez digo algo diferente. Ainda estamos nos adaptando, mas eu posso dizer que estou sim me sentindo em casa.

7 de julho de 2016

Entre vômitos e peidos

Nunca na história deste blog eu escrevi de forma tão honesta e com tanto detalhe escatológico.

Vim aqui hoje para desglamorizar a gravidez. E para dizer que eu adoro falar e ler sobre gravidez, parto, maternidade, adoro ser mãe, até poderia parir cinco vezes bebês grandes sem anestesia, MAS eu estou odiando estar grávida. #Prontofalei

Olha que eu sempre achei mulher grávida a coisa mais linda. Na verdade eu ainda acho! Adoro barriga de grávida. Mas essa coisa de dizer que toda grávida tem um brilho diferente, olha, sei não. Aqui o brilho só se for do vômito que acabei de vomitar agachada no banheiro.

Eu já estudei embriologia na faculdade, mas ainda sabendo sobre a fisiologia da coisa, acho que gerar um ser completamente novo, a partir do zero, é algo incrível e praticamente mágico. A questão é que gerar um novo ser muda demais o organismo da mulher como um todo, e com toda essa alteração hormonal, pode em muitos casos ocasionar enjoos, alteração de humor e no sistema digestório. Aqui estamos vivendo tudo isso. E numa casa cheia de caixas, malas espalhadas e faltando apenas 2 semanas para a nossa mudança pro Brasil. Resumindo: tá difícil!

É claro que não é só a gravidez, tem o estresse da mudança que sozinho já seria ruim o suficiente, mas a gestação está me deixando mega cansada. Os enjoos estão fortes também. O pior é que eles me trolam! Assim, quando eu passo mais de 8 horas durante o dia sem enjoar penso que finalmente o período crítico de ter vomitade passou, daí eu passo tão mal que vomito. Nesse início de gestação até estou vomitando com menos frequência que acontecia quando eu estava esperando a Liana. Mas vomitar com ela junto no banheiro é sofrido pra mim. Ela nem se assusta como eu pensei que aconteceria, parece que até entende e me faz um carinho pra ajudar a melhorar. Mas acho ruim. Depois ela fica me olhando com uns olhinhos e não sei decifrar o que passa por trás deles. 

Uma coisa que está sendo diferente até agora são os gases. O maridex que o diga! As vezes acho que a Made in Japan não é um bebê, e sim uma máquina fazedora de pum. Eu nem estou comendo diferente do que consumo sempre. A minha alimentação é balanceada, não como tanto açúcar, mas estou soltando uns gases cabulosos.

Maridex diz que faltam só pouco mais de 5 meses e isso tudo vai passar com certeza. Vai sim! Passará e o trampo se quadruplicará, com uma recém nascida em casa e uma menininha linda de 2 anos que terá que dividir o colo da mamãe aqui com uma nenenzinha pequetita.




É assim que muita gente vê toda grávida, mas na verdade somos humanas que inclusive peidam (imagem retirada do blog Canção Nova)

28 de junho de 2016

Um grande harém

E o sexo de Made in Japan é .... Chanchanchanchan!

Feminino!!!

Mais uma menina pra essa família cheia de mulheres lindas e fortes! Somos 4 irmãs, 3 netinhas e a quarta a caminho.

Que ela venha cheia de saúde e com certeza aqui ela terá muito amor e carinho.

Oi, gente!